Resenha: Epic Spell Wars of the Battle Wizards: Duel at Mt. Skullzfyre

Trigger Warning: Gore. Piadinhas sobre pênis.

Sabe quando um jogo tem mecânicas muuuuito legais, mas o tema da parada é tão horrível que não dá pra jogar? É.

É nesse momento que eu digo que a gente tem que começar a se apropriar das paradas maneiras pra que elas possam se tornar maneiras de verdade.

Epic Spell Wars of the Battle Wizards: Duel at Mt. Skullzfyre é um jogo com um nome desnecessariamente grande sobre magues que querem destruir uns aos outros.

É um party game competitivo de cartas feito para grupos de 2 até 6 jogadores, que provavelmente funciona melhor com 4 pessoas.

Neste jogo, você toma o controle de ume mague, e deve combinar as cartas da sua mão com os tesouros em seu poder para criar magias que destruam sues inimigues.

Esse jogo é muito divertido pela possibilidade de combinar efeitos de cartas para criar feitiços únicos com nomes e efeitos diferenciados. De certa forma esse jogo me lembrou um pouco Magicka, que é um dos meus jogos de PC favoritos.

Cada feitiço é composto de 2 ou 3 cartas. Uma carta de Source, uma carta de Quality e uma carta de Delivery. Cada tipo de carta sempre vai conectar com o tipo de carta anterior. Não só em questão de mecânica, mas as ilustrações também. Um desenho sempre vai se conectar com o outro, e seus feitiços, quando colocados sobre a mesa, não parecem 3 cartas diferentes, e sim uma cartona bem grande que você mesme montou.

scorchia

Foto por Addaltmode

E é aí que começam os meus problemas com esse jogo.

Este artigo está visivelmente sem muitas ilustrações, e há um motivo pra isso.

O estilo de arte dele parece um desenho escroto do Adult Swim. O que não seria um problema por si só se não fosse pelos temas nojentos e de extremo mal gosto.

Gore é a característica mais comum das cartas desse jogo. A segunda coisa mais comum são piadas machistas. E depois coisas que simplesmente são nojentas, tipo, merda. E uma coisa que me incomoda bastante: piadas com genitália.

Esse jogo claramente foi feito para meninos de 13 anos de idade, ou homens velhos com mentalidade de 13 anos que conseguem rir desse tipo de porcaria.

Na verdade o fato de que mulheres e pessoas T não são bem vindas pra jogar esse jogo quando, na seleção de personagens, eu vi 2 mulheres cis “gostosas” como opção de personagem entre vários tipos diferentes de homens cis.

Homens tem a prioridade aqui. É um jogo feito por eles pra eles.

Eu consigo ver uma das cartas que acabou sendo jogada pra mim sendo usada como piada transfóbica se eu tivesse jogando com pessoas estranhas ou menos maduras. Felizmente eu não estava. E o meu desconforto com o jogo ficou óbvio bem rápido. Felizmente isso foi respeitado, e o jogo acabou rápido depois disso.

Mas mesmo tendo uma temática escrota, ele tem mecânicas interessantíssimas que podem (e na minha sincera opinião, devem) ser adaptadas pra algo muito mais interessante e convidativo.

Então se alguém aqui estiver afim de roubar a ideia desses caras e fazer algo mais inclusivo e divertido com isso, você tem o meu total apoio!

No mais, se você não ligar pro tema, esse jogo pode ser legal. Mas é difícil ignorar o tema.

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