A Guerra Nunca Muda – 2 anos de FGD

Guerra. A guerra nunca muda.

Á dois anos lutamos nas linhas de frente contra o inimigo. Eles são muitos, mas nós somos fortes.

Nós eramos inexperientes no começo. As mulheres que nos treinavam nem sempre eram boas ou justas, mas eram o que precisávamos para crescer. Cometemos erros bobos, mas nos ensinaram a transformar-lhes em afiadores das nossas mentes e convicções.

Criamos juntos nossa principal arma de guerra. E a cada mês, essa arma tornar-se-ia mais forte.

Cantávamos canções entre uma batalha e outra. Celebrávamos vitórias. E às vezes apontávamos os dedos para quem nunca foi nosso inimigo. Mas é assim que se dá a guerra.

Cada soldado tinha seu nome, seu posto, seu propósito. Mas nem todos nós estávamos prontos.

Alguns de nós foram pegos. Foram assassinados. Foram torturados. E os que sobreviveram se agarraram ao que tinham para sobreviver, até finalmente aprender a amar de novo.

Aliados foram encontrados nos lugares mais inusitados, cada vez mais pessoas se uniam à nossa causa. E uma mulher, que não fazia parte dos nossos e mal conhecia nossa luta, acabou se tornando nosso maior símbolo de esperança.

Os invernos foram árduos, mas ainda conseguíamos encontrar conforto ao redor das fogueiras nas barricadas.

Nossas paixões eram fortes, mesmo que um pouco mal direcionadas. E diante do fim das nevascas, nos vimos obrigados a adotar novas táticas.

Quando a neve parou, brigamos entre nós. Tentamos nos reconciliar, mas foi de pouca valia. E o inimigo tomou vantagem de nossa fraqueza.

Incontáveis são as vidas que foram perdidas naquele Abril de massacre.

Mas não nos demos por vencidos. Nos levantamos e continuamos a lutar pela nossa liberdade. E continuamos a lutar contra a autoridade, de novo e de novo.

E logo depois do golpe surpresa mais terrível que nossas forças já sofreram, encontramos no martírio dos mortos força para ser quem somos.

Encontramos até, dentro das forças inimigas, soldados relutantes que não soltavam fogo contra nós. Eram dos nossos, disfarçados do inimigo por medo da própria guerra.

Em Setembro, nossos aliados nas cadeiras do Estados foram destruídos pela força dos políticos velhos. Estávamos devastados. Mas não desistiríamos.

Seríamos rápidos como um rio, teríamos a força igual a de um tufão, e na nossa alma uma chama sempre estaria acesa. A luz do luar nos traria inspiração.

E a luta foi árdua. Árdua demais alguns diriam.

Novos inimigos estavam com suas presas sobre nós. E os mais sábios entre nós decidiram que outro tipo de luta seria mais viável. Tornamo-nos mais ponderados em nossas investidas, mas não desistimos.

Ao final do último ano, encontramos aliados entre os civis, e tornamos à mesa de planejamento.

Discutimos nossas forças e fraquezas com civilidade, e abrimos as portas para os jovens guerrilheiros prontos para lutar com as suas melhores armas.

A guerra continua. E iremos até o fim, mesmo que esse fim nunca chegue.

Nossa única certeza nessa vida é que a guerra…

A guerra nunca muda.


Felizes 2 anos de FGD.

Que o terceiro seja melhor ainda.

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