O Sacrifício do Herói e A Jorndada da Heroína: Dark Souls e Hellblade

Se imagine no escuro. No frio. Você sabe que há um mundo lá fora esperando por você e seus colegas, mas ele é inalcançável. Mas ali você encontra uma chama. Uma chama tão forte que lhe confere o poder – não – a responsabilidade de levar o seu povo para o mundo lá fora, destruir aqueles que os aprisionaram, e tomar esse mundo como vosso.

É o que aconteceu com Gwyn no prelúdio de Dark Souls, aclamado videogame desenvolvido pelo estúdio FromStofware.

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Explorando o Equinócio de Setembro de 2019 com Sora, Donald e Pateta

Hoje é dia 21 de Setembro. O momento astronômico onde do dia e a noite tem exatamente a mesma duração em todos os lugares do mundo, e o Sol está perfeitamente alinhado com a linha do Equador. Muitas religiões do mundo tem associado esse dia especial com vários acontecimentos místicos diferentes e suas respectivas festividades.

No outro equinócio, em março, Persas, Eslavos e Egípcios celebravam a vinda da primavera decorando e presenteando ovos uns aos outros como um símbolo da fertilidade da terra e dos animais que viria na primavera. Foi daí que vieram os ovos coloridos da páscoa cristã.

Com a adaptação necessária para casar os antigos feriados druídicos com as estações do hemisfério Sul, neo pagãos nessa parte do mundo estão celebrando o Equinócio de Primavera.

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O que é o gamer?

  • 18 de Outubro de 1985. Nintendo resolve lançar o NES nos Estados Unidos como um brinquedo para meninos. Toda a indústria de videogames segue o barco.
  • 8 de Outubro de 1992. Mortal Kombat é Lançado e a política conservadora vai a loucura. A indústria do videogame é processada pelo governo estadounidense.
  • 3 de Fevereiro de 1994. Representantes da indústria provam em corte que videogames não causam problemas comportamentais nas crianças e merecem o mesmo nível de regulamentação que todas as formas de arte e entretenimento. A Enterteinment Software Association (ESA) e a Entertainment Software Rating Board (ESRB) são criadas.
  • 20 de Abril de 1999. Dois estudantes do colégio de Columbine, Estados Unidos, entram na escola com armas automáticas e matam 15 pessoas. A mídia de massa culpa os videogames.
  • Anos se passam. Pessoas que cresceram com videogames em casa se tornam cidadãos comuns da sociedade. Ninguém com exceção de alguns jornais sensacionalistas realmente acredita que videogames causam violência.
  • 1 de fevereiro de 2013. Simon Parkin lança um artigo investigativo no Eurogamer denunciando como videogames são usados para financiar fabricantes de armas de fogo.
  • Entre 2014 e 2016. Fucking Gamergate.
  • 1 de Janeiro de 2019. Jair Bolsonaro assume a presidência do Brasil, e expressa ser um explícito aliado de Donald Trump.
  • 13 de Março de 2019. Vice-presidente Mourão culpa o tiroteio em Suzano-SP, que acontecera algumas horas antes, nos videogames que os assassinos jogavam. A mídia de massa segue o bonde.
  • 15 de Março de 2019. No maior atentado terrorista na história da Nova Zelândia, 51 pessoas morrem nas mãos de um homem gritando “subscribe to pewdiepie”.
  • 24 de Junho de 2019. Gabriela Cattuzzo perde o apoio da Razer por dizer que homem é lixo, a empresa prioriza a segurança dos homens em vez da revolta das mulheres.
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Travestis Primaveris jogando Õkami no Imbolc de 2019

Dia 1 de Agosto, a última quinta-feira, foi o Imbolc de 2019 no hemisfério Sul. E como eu tenho feito desde o último solstício venho aqui fazer um pequeno trabalho de magia cibernética para conectar o blog com as energias da Roda do Ano. Só que dessa vez eu cheguei um pouquinho tarde porque tinha algumas outras coisinhas pra resolver antes no meu Imbolc. Tipo limpar a casa e me livrar de coisas que ex namoradas deixaram dentro do meu coraçãozinho me COMENDO VIVA.

É. É disso que Imbolc se trata. O inverno acabou e agora é hora de tirar toda essa lama do jardim e tirar as carcaças dos bichos que morreram no último inverno pra primavera poder vir.

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A encruzilhada da bruxa adolescente

O blog da Editora Penumbra Livros recentemente publicou um texto chamado “por que odeiam o jovem místico” e ele me deixou com algumas pulgas atrás da orelha.

Primeiro pelo fato de que a pessoa que resolveu escrevê-lo não parece compreender muito bem as maneiras como misoginia e racismo reverberam em todas as faces da vida, inclusive a religiosa. E nenhum dos problemas apontados pelo texto tem como resposta satisfatória a, de fato, intolerância religiosa. Os exemplos dados são casos bem claros dos dois preconceitos citados acima.

Entretanto, qualquer pessoa com linhas de pensamentos derivadas do marxismo poderia apontar esses problemas com o texto. A questão real que me veio através deste foi: quem, realmente, odeia o jovem místico?

Acredito que o texto faça uma pergunta pertinente, mas não chega a nenhuma conclusão que não possa ser explicada melhor como racismo e/ou misoginia. E como uma bruxa que faz parte de redes sociais de bruxaria nacionais e internacionais eu quero tentar explorar ela melhor.

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As várias origens de Godzilla – De 1954 a 2016

O ser imortal que a cada dois anos surgia das profundezas do oceano pacífico para espalhar terror (ou impedir o terror de se espalhar, é bem inconsistente) através do Japão morreu aquilo que parecia ser a sua morte definitiva em 1995 no filme Godzilla vs. Destroyah, mas um Deus, como sugere o nome do monstro (God, Deus em inglês), nunca realmente morre. Ele simplesmente torna às profundezas da Terra para acordar novamente.

A primeira aparição de Godzilla (originalmente, Gojira) na costa de Tóquio e nos cinemas de Nagoya aconteceu em 1954, e desde então foi criado todo um gênero de filmes de monstros gigantes cujo único semelhante em toda a ficção teriam sido os contos de dragões nos primórdios da história escrita. E bem como os grandes dragões orientais, o Godzilla é sábio, vingativo e efetivamente imortal.

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Simuladores de Paternidade no Yuletide de 2019

Vocês sabem o significado da noite mais escura do ano? Significa que inevitavelmente a luz tornará, e quanto ela retornar, será com mais força do que nunca. Quando o dia amanhecer amanhã veremos um Sol jovem, cheio de energia trazendo consigo infinitas possibilidades. Se você estiver suficientemente ao Sul é possível dizer até mesmo que o Sol nasceu de fato no dia do solstício de Junho no hemisfério Sul.

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Jornadas ao Inferno no Samhain de 2019

Feliz ano novo, filhas da Deusa!

Sou eu mais uma vez lhes trazendo bênçãos celestiais em forma de joguinhos e mitos modernos que recontextualizam a Roda do Ano neo pagã para a vida urbana da lésbica milenar. E hoje é dia de Samhain, o último e o primeiro dos Sabbaths. O mais famoso de todos, e o mais complexo na nossa mitologia.

Quando cai a última noite de outono, os espíritos visitam o mundo dos vivos. Espectros choram e gritam de dentro das florestas escuras e dos cemitérios vazios. As pessoas botam lanternas assustadoras feitas de nabos e abóboras ao redor das suas casas junto com velas e simpatias pra que nenhum espírito invada os seus lares. Ninguém sai de casa, e ninguém ousa perturbar essa noite de festa no inferno… Bom, ninguém exceto as bruxas.

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Electronic Asco, ou, Como o Capitalismo Destrói Tudo Que Você Ama Dragon Age Edition

Na manhã do dia 2 de Abril de 2019, Jason Schreirer publicou no Kotaku uma história muito interessante e dolorosa sobre como aconteceu o turbulento desenvolvimento de um dos jogos mais decepcionantes da atualidade: Anthem.

How Bioware’s Anthem Went Wrong

Eu pensei em entrar em contato com o Kotaku pra ter permissão de traduzir a história toda como ela foi realmente escrita, mas eu não tenho certeza ainda de como fazer esse contato (até porque o grupo Gizmodo já tem uma filial brasileira, mas eles parecem mais interessados em carro do que em videogame).

Enquanto isso não acontece eu preciso pelo menos tirar isso do meu sistema: Eu estou mais que decepcionada. Eu estou profundamente horrorizada.

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She-Ra, Marvel e As Princesas Sapatão

Final de abril vai estrear o novo filme dos Vingadores, e eu até pensei em entrar no trem do hype e fazer algo relacionado aos filmes da Marvel. Mas pra que bater em cachorro morto?

Filmes da Marvel não são nada além de bons. Filmes gostosos de ver no cinema e comentar com os amigos, mas no final das contas é o mesmo filme sendo lançado 3 vezes por ano.

Capitã Marvel, entretanto, me intrigou. Não sobre o filme em si – ele é exatamente como todo mundo esperava que ele fosse – mas sobre uma outra super heroína loira consideravelmente parecida. E o produto criado para promover essa outra super heroína é muito mais interessante pra mim como crítica midiática do que a Capitã saiya-jin.

Essa super heroína é a She-Ra de She-Ra E As Princesas do Poder, desenho animado lançado em 2018 na Netflix que ganhará uma segunda temporada na mesma semana do lançamento de Vingadores: Ultimato no final desse mês.

Então como uma boa crítica interessada em trabalhos audiovisuais envolvendo super-heroínas eu vou falar sobre She-Ra e todas as suas semelhanças e diferenças com as heroínas da Marvel, do Steven Universo e dos demais trabalhos de Noelle Stevenson.

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