Apesar de tudo, jogos ainda são arte.

Eu to tentando falar sobre videogames como arte desde que a Thais Weiller publicou “Jogos Não São Arte” (texto que você provavelmente deveria ler), e eu queria muito elaborar um contra ponto pra mostrar o quanto eu discordo do seu ponto, mas, no final das contas, depois de 2 anos de deliberação, eu noto que ela está certa… Mais ou menos.

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Mas Naquela Época! História do Preconceito Sexual na Fantasia Medieval

Trigger Warning: Weird Tales. As Crônicas de Gor. Não tente satisfazer sua curiosidade mórbida.

Enrolei pra caralho. Mais de um mês, mas aqui estou de volta ao reino dos mortais para falar de Fantasia Medieval e do porque eu gosto tanto de Dragon Age e não consigo calar a boca sobre esse negócio. Mas antes de falar da desconstrução do gênero, é bom a gente falar da construção dele. Em específico sobre a relação dele com preconceitos sexuais.

Da última vez nós falamos da origem dos preconceitos sexuais no nosso mundo. E aquela foi uma discussão extremamente interessante e elucidativa, mas por que ela é importante pra falar de fantasia? Fantasia é o que quer que surja nas nossas imaginações, não é mesmo? Então por que isso deveria importar? Continuar lendo

Violências Lúdicas e Simulação de violências reais

Da última vez nós discutimos sobre o que é violência dentro de um jogo, o que são agentes, e como eles se interligam. E chegamos a uma semi-conclusão de que a pergunta “porque jogos são tão violentos”, por mais que não seja falaciosa, é mal direcionada.

Violência dentro de um jogo pode tomar várias formas que podem ou não ter a ver com violências nocivas que podemos ser obrigadas a enfrentar no mundo real.

É sobre isso que quero falar hoje. E sobre como essas violências es assemelham ou se diferenciam quando se manifestam em reinos lúdicos diferentes.

Pra entender esse post você vai ter que ler o seguinte:

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Correção: Reinos Lúdicos São Dinâmicas, Não Gêneros.

Sabe quando você tá pesquisando um assunto aí você nota que tem que escrever sobre outro assunto antes, aí você escreve, aí volta pra pesquisa, e nota que você falou bosta, e aí se corrige, quando se corrige nota que precisa falar de mais um aspecto antes de chegar no assunto final, e aí fica morrendo de medo de quando você realmente tiver o conteúdo pra chegar no assunto final note que ainda falta merda pra ser falada?

É, pesado.

Mas esse post vai ser um adendo curtinho pra outros dois textos que publiquei anteriormente. Continuar lendo

Reinos Lúdicos: Jogos Digitais, Analógicos e Emocionais

To me sentindo uma bióloga aqui.

Eu to faz dias tentando escrever sobre vários assuntos relacionados a design de jogos, mas tá difícil porque a Felicinha de vocês resolveu brigar com os acadêmicos já situados dentro do mundo dos jogos e começou a usar os próprios termos. E eu só vou conseguir publicar essas paradas depois que eu definir esses termos. Então eu acho que vou ser obrigada a começar a falar pra vocês as minhas teorias malucas totalmente fora do “consenso geral” (pra falar a verdade, eu acho que ludologia é um estudo tão jovem que nem tem como existir um consenso geral ainda. Eu já vi pelo menos uns 3 nomes diferentes pra Dissonância Ludonarrativa).

Então eu quero começar a falar sobre os reinos lúdicos. Essa é uma teoria que surgiu na minha cabeça nas últimas semanas enquanto pesquisava um assunto relacionado a “jogos digitais”.

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Taxonomia Lúdica da Perspectiva da Desenvolvedora

Eta porroila, o site já tem 100 posts publicados. E a consistência de conteúdo tá tão boa quanto miojo feito às pressas. Gênero aqui. Game Design ali. E por mais importante que seja a discussão sobre gêneros humanos e seus papeis, origens e naturezas na sociedade, eu to cansada de falar só sobre isso e quero falar sobre outro tipo de gênero: O gênero de videogames.

O jornalismo de videogames por muitas vezes não sabe direito como classificar um jogo. Final Fantasy X e Baldur’s Gate por algum motivo estão na mesma categoria de jogos mesmo um tendo tão a ver com o outro quanto os dois tem a ver com God of War.

Isso não é útil pra ninguém. No âmbito acadêmico fica difícil determinar o que torna tal jogo bem sucedido ou não, e como um consumidor, fica difícil de determinar que tipo de jogo você vai gostar ou não.

Eu vou dar os meus 2 centavos sobre como resolver esse problema. Seria prepotente da minha parte, é claro, tentar propor isso pra industria inteira quando eu nem se quer realmente faço parte dela, mas quem sabe chame a atenção de alguém que tenha mais conhecimento que eu, e influência de verdade, e crie uma proposta muito melhor do que a minha. Continuar lendo

A Fusão Entre Jogadore e Personagem

Fotografia por Priscilla Lacerda do Museu do RPG

Yay! Eu recebi a primeira colaboração da comunidade pro FGD. Blog que a pesar de levar o meu nome, é tão meu quanto de vocês. E esse post é sobre o tal do “bleeding”, um conceito que surgiu no mundo do LARP (Live Action Role Playing) e acabou sangrando pro resto do mundo dos jogos (Eu sou demais com trocadilhos né? Fala sério!)

E eu gostaria de vos lembrar que toda pessoa trans é mais do que bem vinda pra contribuir com o site de qualquer forma!

A FUSÃO ENTRE JOGADORE E PERSONAGEM

Por Flávio “Sol Mas Lua” Schmidlin

No mundo dos jogos e esportes existe uma expressão bastante comum, que é sempre repetida e cria uma expectativa de como se deve agir nos jogos. Diz-se sempre “leve na esportiva”. Mas qual a origem conceitual desta fala? Continuar lendo