She-Ra, Marvel e As Princesas Sapatão

Final de abril vai estrear o novo filme dos Vingadores, e eu até pensei em entrar no trem do hype e fazer algo relacionado aos filmes da Marvel. Mas pra que bater em cachorro morto?

Filmes da Marvel não são nada além de bons. Filmes gostosos de ver no cinema e comentar com os amigos, mas no final das contas é o mesmo filme sendo lançado 3 vezes por ano.

Capitã Marvel, entretanto, me intrigou. Não sobre o filme em si – ele é exatamente como todo mundo esperava que ele fosse – mas sobre uma outra super heroína loira consideravelmente parecida. E o produto criado para promover essa outra super heroína é muito mais interessante pra mim como crítica midiática do que a Capitã saiya-jin.

Essa super heroína é a She-Ra de She-Ra E As Princesas do Poder, desenho animado lançado em 2018 na Netflix que ganhará uma segunda temporada na mesma semana do lançamento de Vingadores: Ultimato no final desse mês.

Então como uma boa crítica interessada em trabalhos audiovisuais envolvendo super-heroínas eu vou falar sobre She-Ra e todas as suas semelhanças e diferenças com as heroínas da Marvel, do Steven Universo e dos demais trabalhos de Noelle Stevenson.

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Resenha: Black Mirror Bandersnatch

“Black Mirror é uma série insuportável.” Disse Thiago Baptista, e eu estrondosamente gritei “SIM, OBRIGADA” porque eu detesto essa série. Mas… Eu gostei de Bandersnatch? E eu não vi ninguém falando das mesmas coisas que eu acabei gostando desse filme-jogo.

Versão sem Spoiler: É divertidinho. Se você gasta 2 horas da sua vida discutindo política com estranhos na internet, você pode gastar 2 horas num joguinho bobo em um serviço que provavelmente você já assina e não tem que pagar nada a mais. ¯\_(ツ)_/¯

Mas fica o aviso de conteúdo pra quem pode sofrer triggers com algumas coisas mostradas: drogas alucinógenas, suicídio, gore.

Okay, agora o texto de verdade.

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Devaneios Sobre Críticas à Crítica de Jogos

Gamers não sabem lidar com responsabilidade.

Você dá uma tesoura pra eles cortarem uma revista pra um trabalho de escola e um aparece com um recorde no formato de um pênis enquanto o outro aparece com o olho sangrando dizendo “mamãe, as SJW me atacaram”. Aí você pergunta “como” e ele responde “dizendo que eu não podia enfiar a tesoura no meu olho, aí eu enfiei, e tá doendo”.

Eu não sei dizer se as comunidades envolvidas em outras mídias são tão infantis quanto essa. Mas é tão raro alguém saber lidar com responsabilidade, que toda vez que eu vejo, eu acho que a pessoa merece um prêmio. Continuar lendo

Apropriação Transgênera (Um Resumo) – SBGames 2017

Nos dias 2, 3 e 4 de Novembro desse ano (2017) aconteceu a 13ª SBGames, um evento nacional sobre a pesquisa acadêmica e o desenvolvimento de videogames. E foi uma SBGames bastante especial por que a Thais Weiller – mulher mais incrível deste planeta – estava lá e resolveu montar um espaço pra gente falar de diversidades nos jogos, prontamente chamado de Jogos Diversos.

Este espaço foi ocupado por palestras maravilhosas de projetos e pesquisas que estão acontecendo ao redor desses temas, junto com rodas de conversa contando com a participação de algumas pessoas bastante incríveis como a Letícia Rodrigues, Beatriz Blanco, Lucas Goulart, Tainá Félix, Luiz Bragança, Tathiana Sanches, e mais um mundo de pessoas que eu não tenho como lembrar o nome e/ou linkar os seus projetos.

Tiveram duas mesas das quais eu participei, e eu quero falar das minhas apresentações nessas mesas aqui no blog porque muita gente tem me falado “nossa, que legal, Felicia. Do que você falou?” e eu posso simplesmente linkar este post para elas. Sem falar que na primeira apresentação eu estava nervosa que só o diabo e não consegui falar tudo que eu queria. Espero poder compensar aqui.

Mas uma dessas apresentações não será necessário falar sobre por que no Dia 4 eu basicamente só repeti as coisas que estão escritas no post recente Um Caso de Consequências – Hellblade, The Cat Lady, Downfall e Atipicidades Mentais.

A apresentação do Dia 3 foi uma compilação de outros assuntos que tratei no blog, mas eles estão espalhados de forma confusa. Então por que não fazer um post no blog resumindo essa história da mesma forma que fiz na SBGames?

Vamos lá! Continuar lendo

Resenha: Blood Rage

PELAS BARBAS DE YMIR como eu amo mitologia nórdica e os povos da antiga Escandinávia e ao mesmo tempo odeio Vikings (sorta)!

Blood Rage é um jogo do caralho que trata de todos os aspectos mitológicos e culturais da vida Viking indo desde o favor dos deuses até saques de cidades aleatórias em ciclos de vida e morte que consistem o Ragnarok! E tem tudo que você esperaria de uma fantasia baseada em vikings: Desde bênçãos de Hel até saques de cidades vizinhas, apropriação cultural e mulheres de bikini-mail NO MEIO DA NEVE.

Eu amo esse jogo e detesto ele ao mesmo tempo. Vamos falar de Blood Rage.

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Resenha: Mansions of Madness Segunda Edição

Primeiro de tudo: esclarecimentos.

Esse post não foi feito pro meu blog, apesar de eu ser a autora. Eu to trabalhando como redatora e… Resenhista? Da Rocky Raccoon! Não é fixo. É só uns freelas com notícias e resenhas dos jogos da loja e da locadora deles. Mas enfim, eu to sendo paga pra falar desse jogo.

Vamos ao que interessa.

Quando a gente fala de série Arkham, isso pode significar duas coisas:

  1. A série de videogames mais recente do Batman, que é… Okay?
  2. A série de boardgames, card games e livros da Fantasy Flight Games que se baseiam na obra de H.P. Lovecraft e dos autores lovecraftianos depois dele. Também conhecida como Arkham Horror Files.

E eu AMO Arkham Horror Files. Continuar lendo

Resenha: Attack on Titan – Deck Building Game

Attack on Titan – The Deck Building Game é um jogo cooperativo (com modo de jogo solitário) de construção de baralhos desenvolvido pela Cryptozoic e publicado em novembro de 2016, baseado na série de animação japonesa de mesmo nome que FAZ MEU CORAÇÃO PARAR TODA SEMANA.

Infelizmente o jogo não faz o meu coração parar do mesmo jeito que o desenho, mas ainda é divertido. Continuar lendo

Ubisoft: The Movie

Alguém aqui assistiu Assassin’s Creed? Em teoria eu assisti, mas não tenho certeza se isso funciona na prática. Esse filme não faz sentido nenhum. Assim como as práticas do mercado de videogames AAA. Esse filme parece até uma alegoria pra elas.

Eu vou ser a primeira pessoa admitir: Eu gosto de Assassin’s Creed. Assassin’s Creed é uma bosta hoje em dia, e a Ubisoft representa tudo que há de ruim na indústria AAA ocidental, mas eu gosto. Eu me divirto. Tenho uma tradição de sempre jogar o último assadinho junto com um amigo próximo meu e a gente adora cada nova entrada ruim na série.

Mas eu não posso perdoar o filme. E muito a Ubisoft.

E não se preocupem que não vai ter spoiler. Continuar lendo