Electronic Asco, ou, Como o Capitalismo Destrói Tudo Que Você Ama Dragon Age Edition

Na manhã do dia 2 de Abril de 2019, Jason Schreirer publicou no Kotaku uma história muito interessante e dolorosa sobre como aconteceu o turbulento desenvolvimento de um dos jogos mais decepcionantes da atualidade: Anthem.

How Bioware’s Anthem Went Wrong

Eu pensei em entrar em contato com o Kotaku pra ter permissão de traduzir a história toda como ela foi realmente escrita, mas eu não tenho certeza ainda de como fazer esse contato (até porque o grupo Gizmodo já tem uma filial brasileira, mas eles parecem mais interessados em carro do que em videogame).

Enquanto isso não acontece eu preciso pelo menos tirar isso do meu sistema: Eu estou mais que decepcionada. Eu estou profundamente horrorizada.

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NPCs e Construção de Mundo

Um assunto que tem se feito relevante em algumas situações nas quais eu tenho me encontrado recentemente é a construção de NPCs.

Eu tenho uma tendência a achar jogos de mundo aberto extremamente chatos, porque eu sou o tipo de jogadora que gosta de ver que minhas ações tem consequências significativas. Me dê um mundo repleto de pessoas sem rosto, todos com a mesma voz e a mesma falta de história, que simplesmente servem como parte de cenário para as peripécias, heroísmos ou terrorismos da sua personagem e eu vou ficar incrivelmente entediada em menos de 2 horas.

Eu não consigo gostar de GTA, Red Dead Redemption e outros jogos do gênero tanto quanto outras pessoas. E o único motivo pelo qual eu consigo me divertir com Skyrim é pelo aspecto de expressão pessoal – que simplesmente não existe nos GTAs da vida.

E eu culpo isso pela falta de NPCs profundos.

Enquanto eu também sou o tipo de jogadora que se encontra fascinada com mundos que vivem sem precisar da minha intervenção e está repleto de pessoas simplesmente vivendo suas próprias vidas e aventuras.

Um mundo é criado pelas pessoas que habitam nele, e a maior quantidade de pessoas que habitam um mundo de videogame são sempre NPCs.

Nesse artigo eu pretendo falar tanto sobre videogames quanto sobre jogos de mesa. Continuar lendo

20 Mulheres ALBT fictícias que inspiram a Felicia

Okay, eu sei que faz um tempo que o dia da mulher já passou, mas, ei! Antes tarde duke nukem.

Me inspirei num texto da Clarice do Ideias em Roxo e resolvi fazer uma lista de um monte de minas fictícias que eu curto pra caramba, mas a lista ficou grande demais, então eu fiz uma lista de personagens que me inspiram, e ainda assim ela ficou longa pra caralho, então eu encurtei mais ainda pra mulheres ALBT fictícias que me inspiram!

Isso inclui mulheres cis lésbicas, assexuais e bi/pan/poli/multi/omnissexuais, mulheres trans e pessoas transfemininas de todas as sexualidades, e pessoas com gênero fluído que passam boa parte do tempo se apresentando como mulheres.

E mesmo assim a lista ficou gigantesca. São 20 mulheres divididas em 16 itens e 4 categorias. E ainda tem mensões honrosas.

Antes de prosseguirmos com a lista, alguns esclarecimentos:
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Jade Empire, O Império dos Homens

Jade Empire foi o nono RPG desenvolvido pela Bioware, e ele geralmente é reverenciado como “um dos jogos mais revolucionários de sua época”. E mesmo 10 anos depois, o jogo tecnicamente se manteve muito bem. Os gráficos são os melhores que saíram pro Xbox original, a trilha sonora é ótima, e a gameplay mudou para sempre a forma como pensaríamos RPGs ocidentais de ação, mas o machismo… Por que as pessoas deliberadamente escolhem ignorar o machismo que existe nesse jogo?

Esse post contém spoilers de Jade Empire.

Trigger Warning: Menções de Feminicídio

Lukas Kristjanson e Mike Laidlaw, se vocês querem me foder, paguem um jantar antes. Continuar lendo