Resenha: Sistema AGE

A Adventure Game Engine (AGE) foi um sistema de RPG de mesa criado por Chris Pramas e publicado pela Green Ronin em 2010 como base para o Dragon Age RPG, publicado oficialmente no Brasil pela Jambô Editora.

E quem passou mais de 3 horas com os livros na mão tentando jogar ele sabe que, ao contrário do jogo eletrônico, o RPG de mesa não foi um jogo muito bem feito. Mas talvez essa pessoa não saiba que as edições seguintes do sistema são infinitamente melhores e muito, muito bem feitas.

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Dicas de Narratriz #1 – Organizar Informações

Narrar RPG de mesa é difícil. Não vamos mentir, é sim. E se tu quiser tomar o papel de narrador, narradora, narratriz ou como quer que você queira se entitular, você vai ter que dedicar boa parte do seu tempo pra preparação de suas campanhas. E até o mais improvisador de todos os narradores pode se beneficiar de algum preparo.

Eu narro apenas a 6 anos, e eu não sou DE FORMA ALGUMA uma expert. Existem pessoas muito mais experientes que eu por aí que escreveram livros sobre o assunto, e meus jogadores sabem o quanto eu consigo me embananar de vez em quando.

Mas conhecimento existe para ser compartilhado, por menor que ele seja. E eu acredito que narradores mais iniciantes podem tirar proveito dessas dicas.

Uma das grandes barreiras da narração de RPGs de mesa, é organizar todas as informações necessárias na sua cabeça. Felizmente nós temos escudos e papéis pra fazer essas organizações.

Eu creio que essas dicas são as quais eu tenho mais propriedade pra falar então começaremos por aqui mesmo, organização. E quaisquer outras dicas são mais que vem vindas nos comentários.

Mas vamos ao que interessa. Continuar lendo

Implementações para Dragon Age RPG no roll20.net: Macros

Esse é meu primeiro tutorial de programação no blog! To expandindo!

Deve ser influência da Thais Weiller que esses dias acidentalmente deu uma aula de introdução ao Twine no Algures da UTFPR hauheuaheuhauhe.

O Roll20.net é uma excelente ferramenta para você narrar seus jogos de RPG. E ele é tão útil para jogos presenciais quanto para aqueles jogados pela internet.

Este aplicativo de browser suporta vários sistemas de jogo diferentes, inclusive o Dragon Age RPG. E quando você começa uma mesa nele, fichas pro sistema que você escolheu já são geradas para os seus jogadores preencherem. Ou você mesmo preencher. Nele você pode colocar mapas que podem ser montados no próprio aplicativo ou através de programas externos.

O roll20 oferece várias facilidades, como a possibilidade de criar botões que fazem rolagens complexas automaticamente. E é disso que vamos falar aqui.

Infelizmente não existe (ou pelo menos não existia até agora) tais botões disponíveis para DA. Mas eu tomei a liberdade de desenvolver eles e dividir os códigos com vocês. Continuar lendo

NPCs e Construção de Mundo

Um assunto que tem se feito relevante em algumas situações nas quais eu tenho me encontrado recentemente é a construção de NPCs.

Eu tenho uma tendência a achar jogos de mundo aberto extremamente chatos, porque eu sou o tipo de jogadora que gosta de ver que minhas ações tem consequências significativas. Me dê um mundo repleto de pessoas sem rosto, todos com a mesma voz e a mesma falta de história, que simplesmente servem como parte de cenário para as peripécias, heroísmos ou terrorismos da sua personagem e eu vou ficar incrivelmente entediada em menos de 2 horas.

Eu não consigo gostar de GTA, Red Dead Redemption e outros jogos do gênero tanto quanto outras pessoas. E o único motivo pelo qual eu consigo me divertir com Skyrim é pelo aspecto de expressão pessoal – que simplesmente não existe nos GTAs da vida.

E eu culpo isso pela falta de NPCs profundos.

Enquanto eu também sou o tipo de jogadora que se encontra fascinada com mundos que vivem sem precisar da minha intervenção e está repleto de pessoas simplesmente vivendo suas próprias vidas e aventuras.

Um mundo é criado pelas pessoas que habitam nele, e a maior quantidade de pessoas que habitam um mundo de videogame são sempre NPCs.

Nesse artigo eu pretendo falar tanto sobre videogames quanto sobre jogos de mesa. Continuar lendo

Calculando e Distorcendo Distâncias em RPG

PdJ = Personagem de Jogadore

RPGs de mesa são jogos de mundo aberto com o maior-fodendo-mapa que você consegue imaginar. Afinal as fronteiras desse mundo aberto não estão limitadas por tecnologia, memória e mecânicas inconsistentes. E sim na sua imaginação.

É o maior círculo mágico que você poderia traçar. E é responsabilidade da pessoa que está narrando traçar este círculo; e PUTA QUE PARIU que círculo difícil de traçar. Vou te contar, narrar RPG é um trampozinho desgraçado. Gostoso, mas desgraçado. Continuar lendo

Dados! De 1 a 120 lados.

Todes conhecem o bom e velho dado de 6 lados. Ele é simples, bonito e funciona. Você não precisa pensar muito para ver o resultado de uma rolagem de um d6, todo mundo tem pelo menos 1 d6 em casa, e d6 geralmente é o dado mais comum e barato nas lojas de jogos.

Então porque qualquer pessoa usaria um dado que NÃO é o d6?

GURPS, AGE e Fate concordariam que os outros tipos de dados são desnecessários, mas Storyteller, D&D, Savage Worlds e muitos outros RPGs discordam. E eu também. Continuar lendo

Quantificando Aparências, Parte 1

Arte por NellielTu

Aspectos sociais de RPGs de mesa costumam ser importantíssimos, mas muitas vezes acabam se tornando mecânicas de segundo plano em frente ao combate.

Poucos são os jogos em que a habilidade de seduzir e a habilidade de diplomacia são duas coisas diferentes com seus próprios méritos. E de qualquer maneira, ambas as habilidades muitas vezes acabam se facilitando graças a aparência física da pessoa em questão.

Entretanto, quando se trata de quantificar essas habilidades na hora de jogar, tudo isso acaba se confundindo com “a personagem é bonita”. E isso é um problema. Continuar lendo

Visibilidade trans no M20!

Cara, eu AMO a Onyx Path Publishing! Eles são tipo a BioWare dos jogos de mesa.

Ontem eu encontrei esse bloco de texto da edição de 20 anos de Mago: A Ascensão enquanto surfava pela internet. E meu respeito pelos caras que trabalham na Onyx Path triplicou depois dessa.

O texto fala sobre fluidez de gênero e sexualidade entre os magos e os adormecidos (pessoas que não sabem fazer magia) e sobre a interpretação de personagens de realidades culturais diferentes da sua.

REPRESENTATIVIDADE IMPORTA SIM! É sempre bom ver obras incluindo pessoas trans e outras identidades de gênero como parte da sua realidade. Mesmo que seja em um jogo de nicho feito pra um publico hardcore de uma mídia super underground, como é o caso de Mago: A Ascensão.

Aqui vai uma tradução minha do conteúdo:

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